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São Lourenço da Serra
Mata Atlântica
Importância dos Mananciais

São Lourenço da Serra:

O Município de São Lourenço da Serra é o primeiro município que integra a região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Sua área é de 192 quilômetros quadrados e cerca de 90% estão cobertos por Mata Atlântica. Por esses atributos o município está totalmente inserido dentro da Área de Preservação dos Mananciais e está submetido ao Decreto Federal 750/93 que define as regras de conservação e uso sustentável da Mata Atlântica. Dessa forma, o uso e ocupação do solo e o crescimento demográfico desse município estão condicionados às diretrizes legais ambientais.

De sua área total (192 km²), apenas 0,4 km² constitui área urbanizada e possui 15.668 habitantes (Censo de 2006) dos quais cerca de 2.200 são jovens com idade entre 15 e 19 anos. A geração de renda e trabalho de sua população é proveniente do comércio, de algumas poucas indústrias, de mineradoras de água mineral, da prefeitura, da agricultura e artesanatos, de aposentadorias e de trabalhos como caseiro, pedreiro, eletricista, entre outros. A maioria busca trabalhos na capital.

Suas áreas de Mata Atlântica e, conseqüentemente, de seus mananciais preservados são raros na Região Metropolitana de São Paulo e vistos pela população local como um entrave para o desenvolvimento de atividades econômicas. O município enfrenta muitas dificuldades em oferecer oportunidades de emprego e geração de renda à população, especialmente aos jovens. Essa situação faz com que grande parte de sua população tenha desapreço pelos recursos naturais e pensem em deixar o município em curto prazo.

São Lourenço da Serra possui 16 bairros e entre os quais, destacamos o de Itatuba e o do Despézio onde se localizam, respectivamente, a comunidade de Itatuba e a Reserva Particular Paiol Maria. Possui também significativas áreas de Mata Atlântica e por isto é conhecido como Cidade Natureza. Todos seus atrativos naturais estão em propriedades particulares.

Mais informações sobre São Lourenço da Serra:

  • Localiza-se nas coordenadas geográficas: Latitude: S 23 51’ 02 “ e Longitude: W 46 56’36”.
  • Altitude de: 720 m.
  • Precipitação média anual é de: 2.400 a 2.700 mm.
  • Clima: Tropical/ Oceânico/ Super Úmido.
  • Faz divisa com os Municípios de: Ibiúna, Juquitiba, Embu-Guacú, Itapecerica da Serra e Cotia.
  • Distância de São Paulo: 52 Km
  • O município foi criado em 1993. Antes era distrito do município de Itapecerica da Serra.

Alguns eventos e festas promovidas no município:

  • Festa dos Santos Reis, Festas Juninas e Lavar São João, e Festa do Peão de Boiadeiro.
  • Festa do UNDO KAI (Comunidade Japonesa).
  • Romarias de Cavaleiros para São Sebastião – Ibiúna.
  • Romaria de cavaleiros "Sagrado Coração de Jesus" de São Lourenço com destino ao bairro Altamiro Rosa, no Município de Juquitiba (cavaleiros, ciclistas e pedestres).
  • Romaria de cavaleiros "Nossa Senhora de Brotas" de São Lourenço, para Caucaia do Alto no Município de Cotia (cavaleiros, ciclistas e pedestres).
  • Perdidos na Noite – Jeep Clube.
  • Festa do Moto Clube – Portal da Serra.
  • Concurso de Miss Afro São Lourenço.
  • Passeio Ciclístico.

Saiba Mais : 
SÃO LOURENÇO DA SERRA: UM MUNICÍPIO ESTRATÉGICO PARA SÃO PAULO E PARA O BRASIL

Mata Atlântica:

Mata Atlântica é um Bioma composto de uma série de aspecto de vegetação bastante diversificado determinado pela proximidade da costa, relevo, tipos de solo e regimes pluviométricos. Essas características foram responsáveis pela evolução de um rico complexo biótico de natureza florestal. Apesar da devastação acentuada, a Mata Atlântica ainda contém uma parcela significativa da diversidade biológica do Brasil, com altíssimos níveis de endemismo.

Além de estar distribuída por mais de 17 estados brasileiros a Mata Atlântica é considerada uma das grandes prioridades para a conservação de biodiversidade em todo o continente americano. Em estado crítico, sua cobertura florestal acha-se reduzida a cerca de 7% da área original, que totaliza uma extensão de aproximadamente 1.306.421 km².

A Mata Atlântica também é abrigo para várias populações tradicionais e garantia de abastecimento de água para mais de 120 milhões de brasileiros. Seus remanescentes regulam o fluxo dos mananciais hídricos, asseguram a fertilidade do solo, controlam o clima, protegem escarpas e encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso. Essa região possui, ainda, belíssimas paisagens, verdadeiros paraísos tropicais, cuja proteção é essencial ao desenvolvimento do Ecoturismo.

Importância dos Mananciais

O Brasil é um país que tem abundância de recursos hídricos, porém, esses não se distribuem de maneira uniforme no território, gerando diferentes potencialidades para seu uso ou provocando escassez relativa que limita, em parte, as atividades humanas. De fato, o Plano Nacional de Recursos Hídricos, cuja minuta foi preparada no Governo Fernando Henrique Cardoso (1998-2002) e que esteve em debate no Conselho Nacional de Recursos Hídricos no ano de 2003, indicou que:

  • Há grandes disparidades regionais em termos da disponibilidade hídrica superficial, quando se consideram as variáveis de área, população e vazão média. Enquanto a região do Amazonas detém 68% dos recursos hídricos superficiais em uma área equivalente a 44% do território nacional, ocupada por apenas 4,5% da população brasileira, em outras regiões tais proporções se invertem. Na região costeira do Nordeste Oriental tem-se 3% da área, 12,7% da população e apenas 0,5% da água. Na parte costeira do Sudeste tem-se 2,7% da área, 15,1% da população e apenas 2% da água.
  • Com relação às demandas de água, observa-se que a região hidrográfica do Paraná, com apenas 10,3% do território, representa 27,1% das demandas do País. As regiões costeiras (17% do território e 43% das demandas) e do São Francisco (8% do território e 9,3% das demandas) detêm aproximadamente 80% da demanda total em apenas 36% do território, onde se encontra apenas 18% da disponibilidade hídrica superficial do país.

    Estatísticas sobre acesso aos serviços de água e saneamento são alarmantes. Cerca de 70 milhões de brasileiros não têm acesso à água encanada; 80 milhões não dispõem de coleta de lixo; 90 milhões estão sem esgotamento sanitário e menos de 10% do esgoto coletado recebe tratamento. Além disso, somente 58% dos municípios do País têm água tratada e 52,5% dos domicílios urbanos têm acesso a uma rede coletora de esgotos. Finalmente outro dado de alta relevância: as fontes oficiais confirmam que 65% das internações hospitalares, para crianças de até 10 anos, decorrem de doenças causadas pela falta de saneamento (diarréias, desidratação, cólera, hepatite e dengue). Apesar desse trágico cenário, a privatização da gestão e acesso aos serviços relacionados a águas não é vista como panacéia para esses e outros males do País. Ao contrário, a privatização começa a ser alvo de polêmica, que tende a acirrar-se.

    Para as autoridades e técnicos do governo federal, o quadro brasileiro, de grande disparidade regional no que se refere às disponibilidades e demandas hídricas, justificaria “a necessidade de se estabelecerem políticas públicas diferenciadas por região”. Segundo o Plano Nacional de Recursos Hídricos, os seguintes aspectos deveriam ser considerados:
  • No Nordeste, as soluções para a falta de água são normalmente de elevado valor financeiro e complexas, exigindo uma participação ativa do Estado, uma vez que é a região mais crítica do País em termos de mortalidade infantil.
  • Tanto no norte quanto no Nordeste, onde as taxas de urbanização são mais baixas, verificam-se as condições precárias de atendimento das populações rurais. Em geral, não existem sistemas públicos de abastecimento de água na área rural, fazendo com que as populações busquem fontes de abastecimento nem sempre adequadas e seguras do ponto de vista sanitário.

    O Plano Nacional de Recursos Hídricos
    www.mma.gov.br também informa que na Região Sudeste a poluição das águas é o problema de maior desafio, decorrente, principalmente, do lançamento de esgotos urbanos e do inadequado uso e manejo dos solos. Não obstante, existem também conflitos pelo uso da água, que são generalizados também nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste, principalmente associados ao uso intensivo de água para irrigação, bem como ao lançamento de esgotos nos corpos hídricos, o que dificulta o processo de tratamento para o abastecimento público. Destaque-se, ainda, o conflito entre a geração hidroenergética, o controle de cheias e a navegação.

Saiba mais: www.vitaecivilis.org.br